Ruínas no meio da Floresta Amazônica

Velho Airão é um ponto extremo entre Novo Airão e o Parque Nacional do Jaú que alcançamos após 3 dias de viagem em barco pelo Rio Negro desde Manaus, uma longa caminhada, sem qualquer comunicação com a civilização por WhatsApp ou Telefone. 

Lá descemos nesse sítio histórico onde vive o Sr Nagayama, um japonês com seus 70/80 anos, que ali está há aproximadamente 20 anos sozinho. 

O morador único de Velho Airão apresentou-nos com bastante conhecimento o lugar onde antes funcionava o Entreposto que recebia todo o leite das Seringueira trazidos por seringueiros da Amazônia adentro e que viria a ser transformado em Borracha. Lá ele também recebia os compradores de Manaus e de todo o país, atuando como um atravessador. Fez fortuna nessa comercialização. 

A família Bezerra comandada pelo Coronel Barranco, o dono do Entreposto, era a maior distribuidora de borracha no país entre 1890 e 1920, seus áureos tempos. 

Hoje ali encontramos apenas as ruínas de uma época glamourosa que literalmente virou pó. O Teatro Municipal de Manaus ou Teatro Amazonas é a maior representatividade desse tempo amazonense de muita riqueza construído através do dinheiro proveniente da Borracha. 

 

 

 

 

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